A human brain being measured  with a measuring tape. Human Intelligence

Human Intelligence: Historical influences, current controversies, teaching resources.


 
 
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Charles Darwin

(12 de Fevereiro, 1809 – 19 de Abril, 1882)
Naturalista Inglês


Influências

  • Aluno de:
  • Influenciado por:
  • Alunos:
  • Influenciou: Galton
  • Período Histórico: Fundamentos Modernos

Educação

  • Em sua juventude foi instruído por suas irmãs, professores particulares e ocasionalmente por seu tio (pai de seu primo, Francis Galton)
  • Escola do Dr. Butler em Shrewsbury, Inglaterra (1818-1825)
  • Estudou medicina na Universidade de Edinburgh (1825-1827)
  • Estudou para o ministério na Faculdade Cristã, Cambridge (1828-1831)

Carreira

  • Serviu como um naturalista não remunerado a bordo do navio H.M.S. Beagle da marinha Britânica (1831-1836)
  • Darwin era financeiramente independente e gastou o restante de sua carreira experimentando, escrevendo e palestrando (1836-1882)

Definição de Inteligência
“... muito embora um alto grau de inteligência seja certamente compatível com instintos complexos e mesmo que ações inicialmente aprendidas voluntariamente possam logo ser realizadas mediante o hábito com a rapidez e segurança de uma ação reflexa, não é improvável que exista uma certa quantidade de interferência entre o desenvolvimento da livre inteligência e do instinto, sendo que este último implica uma qualquer modificação hereditária do cérebro. Pouco se sabe sobre as funções do cérebro, mas podemos notar que, com o desenvolvimento de altos poderes intelectivos, as suas várias partes devem unir-se entre si com canais muito intricados, intercomunicantes de maneira variada...” (Darwin, 1871/1974, p. 86).
Principais Contribuições

  • A Teoria da Seleção Natural

Ideias e Interesses
A importância das contribuições de Charles Darwin para a história da testagem da inteligência não pode ser subestimada. A teoria evolucionária é central para os argumentos de muitos dos psicólogos cujos perfis estão em nosso site (Para provar estas ideias, consulte nossos perfis de Cyril Burt, Francis Galton, Henry Goddard e Arthur Jensen). Sem Darwin (e seu contemporâneo Alfred Russel Wallace) não haveria debate nature vs. nurture (natureza vs. ambiente)

Darwin dedicou várias páginas de sua autobiografia a uma discussão sobre sua família e suas respectivas contribuições para sua educação. Ele descreve seus esforços para ensiná-lo e sugere que seus diversos interesses proporcionaram uma oportunidade ampla de aprender indiretamente. Porém, não é surpresa que ele atribui seu próprio sucesso intelectual à natureza e não à aprendizagem. Ele expressou suas crenças sucintamente quando falou sobre seu irmão, Erasmus Darwin:

…Eu não acho que eu devo muito a ele intelectualmente – nem às minhas quatro irmãs... eu estou propenso a concordar com Francis Galton em acreditar que a educação e o ambiente produzem somente um pequeno efeito na mente de qualquer um e que a maioria de nossas qualidades são inatas
(Darwin, apud Bralow, 1958 p.43).

Darwin acreditava que comportamentos inteligentes desenvolveram-se a partir de instintos primitivos de nossos ancestrais não-humanos e que a diferença entre a inteligência humana e inteligência animal é uma questão de grau, e não tipo: em sua introdução para o capítulo de um livro sobre a evolução de poderes mentais, ele declara: “Meu objetivo nesse capítulo é mostrar que não há diferença essencial entre o homem e os mamíferos superiores em suas aptidões mentais (Darwin, 1871, 1896 p.66)”

Em The Descent of Man “A Origem do Homem e a seleção sexual” (1871/1896), Darwin apresentou inúmeros exemplos apoiando sua tese de que animais humanos e não-humanos compartilham atributos cognitivos como imaginar, curiosidade, memória de longo prazo, capacidade para prestar atenção, imitar o comportamento de outros e raciocinar (Darwin, 1871/1896, p.65-113). Como uma ilustração, ele ofereceu a história de um peixe agressivo que levou três meses colidindo com um painel de vidro que o separava de outros peixes para aprender que ele não poderia passar. Darwin sugere que, embora um macaco tivesse aprendido a mesma coisa após um único teste, o fato importante é que ambas as criaturas compartilham da mesma capacidade de aprender pela experiência. Aqueles peixes ou macacos que não puderam aprender seriam eliminados (selected against) pela natureza e não passariam seus genes. Somente os genes inteligentes permaneceriam no reservatório, assim gradualmente aumentando a inteligência total de cada espécie. Darwin considerou que a mente humana evoluiu em seu presente estado avançado pelo mesmo processo. Ao falar das nossas capacidades morais e intelectuais, ele disse:

Essas capacidades são variáveis, e temos toda razão para acreditar que as variações tendem a ser hereditárias. Portanto, se antigamente fossem de grande importância para o homem primitivo e seus progenitores semelhantes ao macaco, elas teriam sido aperfeiçoadas ou avançado através da seleção natural(Darwin, 1871, 1896, p. 128).
Os estudiosos que se interessam pela história do movimento eugenista irão encontrar algumas citações impressionantes no quinto capítulo do livro “A Origem do Homem” (The Descent of Man).Este capítulo, intitulado “Do desenvolvimento das faculdades intelectuais e morais durante tempos primitivos e civilizados” (On the Development of the Intellectual and Moral Faculties During Primeval and Civilized Times),fornece matéria-prima para muitos argumentos eugenistas. Por exemplo:
Com selvagens, a fraqueza no corpo ou na mente é logo eliminada, e aqueles que sobrevivem geralmente exibem um vigoroso estado de saúde. Nós, homens civilizados, por outro lado, fazemos o máximo para fiscalizar o processo de eliminação. Construímos asilos para imbecis, aleijados e doentes. Instituímos auxílios aos pobres e nossos médicos exercem sua extrema habilidade para salvar a vida de todos até o último momento... Assim, os membros fracos das sociedades civilizadas propagam suas características. Ninguém que tenha assistido à criação de animais domésticos duvidará que esta deva ser altamente prejudicial à raça humana. É surpreendente quão logo uma falta de cuidado, ou cuidado mal direcionado, leva à degeneração de uma raça doméstica, mas, com exceção ao caso do próprio homem, dificilmente alguém é tão ignorante a ponto de para permitir que seus piores animais reproduzam (Darwin, 1871, 1896, p. 133-134).
No entanto, seria injusto insinuar que Darwin condenou estes atos misericordiosos, essa não era a intenção da citação apresentada acima. Ele estava simplesmente fornecendo provas para a teoria de que os seres humanos desenvolveram uma sensibilidade moral mais sofisticada do que outros animais. Na passagem após a citação acima, ele afirma que a eliminação de atos de solidariedade humana resultaria na “deterioração da parte mais nobre de nossa natureza”. Muito embora alguns teóricos da inteligência que defendem a posição hereditária tenham usado as ideias Darwinianas para apoiar objetivos eugenistas como a esterilização forçada, é muito provável que o próprio Darwin teria se oposto a estas práticas:
…se fôssemos intencionalmente negligenciar o fraco e o indefeso, isto poderia ser apenas por um benefício contingente, com a presença de um mal esmagador. Devemos, portanto, suportar os incontestáveis efeitos ruins dos fracos sobrevivendo e propagando a sua suas características... (Darwin, 1871, 1896, p. 134).

Publicações selecionadas

Darwin, Charles. (1877). A biographical sketch of an infantMind2, 285-294.
Darwin, C. (1859, 1985). The origin of species by means of natural selection; or, the preservation of favoured races in the struggle for life. New York: Penguin. Uma versão completa está disponível em http://www.literature.org/authors/darwin-charles/
Darwin, C. (1871, 1896). The decent of man and selection in relation to sex. New York: D. Appleton and Company.

Referências

Darwin, C. (1887, 1958). The autobiography of Charles Darwin. In N. Barlow (Ed.), The autobiography of Charles Darwin. London: Collins.
Darwin, F. (Ed). (1887). The life and letters of Charles Darwin. London: John Murray.
Darwin, C. (1871, 1974). A origem do homem e a seleção sexual. (A. Cancian, E. N. Fonseca, & M. Behar, trans.). São Paulo: Hemus.
Encyclopedia Britannica Online “Darwin, Charles” Retrieved from http://www.britannica.com/eb/article?eu=117775&tocid=0&query=charles%20darwin 8 de junho, 2002.
Legassé, P. (Ed.). (2001). Darwin, Charles. The Columbia Encyclopedia ( 6th ed.) [Online Version]. New York: Columbia University Press. Recuperado de www.bartleby.com/65/da/DarwinCR.html  5 de junho, 2002.
Stefoff, R. (1996). Charles Darwin and the evolution revolution. Oxford: Oxford University Press.

Tradução: Gustavo Seiji Shigaki

Supervisão e revisão técnica: Patrícia Silva Lúcio


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Last Modified: 20 December 2016